Artigo de Marco Antonio do Santos, diretor da Prospect Intelligence. Diretor Regional da ABSO DF e GO.
Neste início de março, com intervalo de três dias apenas, duas ações criminosas de vulto tomaram grande espaço nos noticiários pela astúcia e ousadia com que foram praticadas e pelos objetos do roubo, aumentando ainda mais o clima de insegurança que permeia os centros urbanos nacionais.
Em golpes rápidos e precisos, membros de organizações criminosas conseguiram se apropriar de mais de 80 fuzis e pistolas, juntamente com munição para essas armas, de um centro de treinamento de ações táticas para militares, seguranças e policiais, anexo à uma indústria de material bélico, e de sete fuzis automáticos leves (FAL), com carregadores cheios de projéteis 7,62 mm, de uma unidade do Exército Brasileiro localizada no Vale do Paraíba, a cerca de 200 km do primeiro incidente.
Os fatos chamam atenção pela ousadia, astúcia e precisão com que foram praticados e os modus operandi também se aproximaram muito em ambos os casos. Não foi obra de casuístas, nem lance de sorte.
As exitosas empreitadas foram muito bem planejadas, rápidas, praticadas com baixo nível de violência (apenas a necessária, condenável, sem dúvida, mas previsível) para eventos do tipo e deixaram poucas pistas para elucidação do ocorrido.
Com elevado grau de certeza, os criminosos são pessoas adestradas, atuam de maneira estruturada e dispõem de informações precisas, privilegiadas, a respeito de seus alvos. Este é o aspecto mais importante das lições que podem ser tiradas dos episódios.
As duas especializadas instalações – alvo têm planos de segurança, profissionais treinados para implantá – los, usavam dispositivos de segurança compatíveis com as ameaças que visualizavam, são inspecionadas periodicamente por órgãos específicos, utilizam vigilância armada 24 horas e são vedadas a públicos não previamente cadastrados.
Porque então o êxito dos criminosos?
Algumas alternativas podem ser alinhadas em resposta a esta pergunta.
Inicialmente, infere – se que algumas cabeças não deviam estar preparadas para os incidentes. “Ora, isso não acontecerá aqui”!”Eles não ousarão”! Pode – se dizer, nesse foco, ainda, que confiaram demais em equipamentos e na imagem de que desfrutam.
Em segundo momento, é possível visualizar que não havia um processo contínuo de coleta e análise de informações – Inteligência - que fosse utilizado na permanente atualização dos planos de segurança, aperfeiçoando e quebrando, aleatoriamente, as rotinas praticadas; estabelecendo novas missões e atribuições que atendessem às modificações no terreno adjacente às instalações; integrando novos meios (obstáculos, alarmes, meios de detecção de intrusão etc) e considerando o constante evolução da capacidade operativa dos criminosos. Especialmente daqueles membros do crime estruturado.
Atualmente, não é suficiente ter segurança de memento, condicionada unicamente à questão do custo e capaz de deter ameaças simplórias. Planejamentos - padrão de segurança são superados tão logo terminem de ser implementados. Urge preservar a iniciativa das ações diante dos criminosos de vanguarda. Uma maneira é impedindo acesso dos marginais às informações que facultem o planejamento e a execução das ações contra o empreendimento. Isto é contra – inteligência. Sempre se teme e se evita o desconhecido.
É preciso atuar com ferramentas de inteligência, o ramo próativo dessa atividade, capazes de identificar e dimensionar permanentemente as ameaças e os atores capazes de perpetra - las, impactando – as com as vulnerabilidades e possibilidades da organização.
Cercas, alarmes e vigilantes não impedem mais furtos ou roubos. O que mais se aproxima de caracterizar o impedimento de uma ação criminosa é a falta de informação que não permita ao marginal planejar a ação.
Por isso, segurança se produz com astúcia, ousadia e informações.
terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 9 de junho de 2008
17.000 grampos legais e ilegais no RJ
Fonte: O Globo Online.
A surpreendente cifra (17.000 pessoas) grampeadas no RJ mostra uma realidade envolta em alta tecnologia ou simples criatividade com equipamentos rudimentares.
Detetives privados, empresas de investigação e "agentes secretos".
O vasto mercado de ilegalidades, que iniciam-se em casos de infelidade conjugal, passando por segredos comerciais e finalizando em política.
Será que ainda existem pessoas que sente-se seguras ao telefone?
A surpreendente cifra (17.000 pessoas) grampeadas no RJ mostra uma realidade envolta em alta tecnologia ou simples criatividade com equipamentos rudimentares.
Detetives privados, empresas de investigação e "agentes secretos".
O vasto mercado de ilegalidades, que iniciam-se em casos de infelidade conjugal, passando por segredos comerciais e finalizando em política.
Será que ainda existem pessoas que sente-se seguras ao telefone?
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sábado, 7 de junho de 2008
Lei de Inteligência e Contra-Inteligência

Venezuela - Promulgada em 30 de maio, a Lei já causa polêmica e obriga o governo do pais a anular provisoriamente a mesma .
O objetivo da Lei de Inteligência e Contra-Inteligência é obrigar as pessoas, instituições jurídicas, de Direito público ou privado, nacionais ou estrangeiras, municipais, estaduais, redes sociais, ou grupos de participação popular a cooperar com os serviços de inteligência do governo. No caso de não cooperação, a penalidade é de 2 a 4 anos de prisão para civis, e 4 a 6 para funcionário públicos.
Segundo o governo, o interesse é "identificar, neutralizar, previnir" toda atividade interna ou externa por fatores que possam atentar contra a ordem constitucional e instituições democráticas.
A nova lei está causando tantos protestos, devido a forma como foi escrita, que foi anulada provisoriamente para "correções".
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domingo, 1 de junho de 2008
Super Tucano

A venda do avião militar Super Tucano, pela Embrar para o americana Blackwater, tem causado embaraço ao governo.
A Blackwater é a maior companhia do mundo em segurança para serviços de defesa independentes, ou como é conhecida, soldados mercenários. A empresa é muito conhecida por atuar em áreas de conflito, como o Iraque.
A venda do Super Tucano tramitou secretamente, em 2006. O problema é que pela legislação brasileira, a venda de equipamentos militares para empresas privadas e para uso em conflitos, é proibida. Também, para vender um equipamento como esses, o trâmite de autorização circula pela Presidência da República (Brasil) e negociada diretamente com o governo dos Estados Unidos.
A versão vendida, foi modificada, inibindo o sistema de armas e as duas metralhadores .50 que ficam nas asas.
Segundo analistas e consultores, a escolha da compra do Super Tucano foi pela qualidade e não por lobbies ou política.
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sexta-feira, 30 de maio de 2008
Operação "Segurança Pública S/A" x Falência

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) aprovou hoje, por 6 a 1, projeto de resolução que considera inconstitucional a prisão do deputado estadual Álvaro Lins (PMDB-RJ). O referido deputado foi preso em flagrante pela PF, na operação "Segurança Pública S/A", em esquema de lavagem de dinheiro, facilitação de Contra-Bando, Corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha.
Um ótimo gráfico para leitura encontra-se na Folha de São Paulo.
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Polígrafo

O TRT-SP 2ª Região, condenou a empresa SATA (que faz atendimento em aeroportos) a indenizar uma ex-funcionária, em R$ 41.000,00 por submeter-se ao teste com polígrafo.
A ex-empregada, diz que foi obrigada a responder entre outras perguntas, se é usuário de drogas, se mantinha contato com algum traficante, se roubava, se era procurada pela polícia, e se já havia feito uso de material tóxico.
O juíz ponderou que tais perguntas "nada têm a ver com relação de emprego e configuram-se extremamente embaraçosas, humilhantes e discriminatórias".
Detalhes ler matéria completa em http://lx-sed-dwp.srv.trt02.gov.br/internet/noticia.php?cod_noticia=239
terça-feira, 20 de maio de 2008
Jogos de Espião

A Agência de Inteligência e Defesa dos Estados Unidos (DIA) contratou a empresa Visual Purple, para produzir video games baseados em estratégia de invasão e resgate de reféns para treinar seus agentes, sob o ponto de exercitar a análise em problemas complexos.
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